quarta-feira, 26 de agosto de 2015

POLÍTICA: Governo do Acre descarta diminuir secretarias


Enxugamento da máquina pública fora da agenda
O governo do petista Tião Viana não pretende diminuir o número de secretarias e autarquias. A lição já anunciada pela presidente Dilma Rousseff de enxugamento da máquina pública não é seguida pelo colega de partido no Acre.

Atualmente, há 23 secretarias de Estado (ou assessorias com status de secretarias) na gestão pública do Acre. Entre autarquias, institutos, departamentos e agência, são 15, além de 8 fundações e 5 sociedades de economia mista. Destas, apenas duas funcionam: a Agência de Negócios do Acre e a Administradora da Zona de Processamento de Exportação. As demais sociedades são inoperantes na prática.

Em todas essas instâncias da gestão pública, os salários dos gestores são altos, acompanhados de assessores de segundo e terceiro escalões. O exemplo da colega presidente parece não causar o mínimo efeito na gestão do Acre que repercute o gesto da presidente até com uma certa indiferença.

“O Governo do Acre não pensou nisso de forma alguma. Nós não estamos pensando nisso, não”, admitiu o porta Voz do Governo do Acre, Leonildo Rosas. “O governo não contratou ninguém que não fosse necessário”.

O porta Voz foi além: condicionou a possibilidade de o Governo do Acre mudar de postura às gestões do PSDB. “Quando nós virmos governos do PSDB fazendo cortes, talvez possamos passar a nos preocupar com isso”, atacou Rosas.

O que consta no site oficial do Governo do Pará, governado pelo tucano Simão Jatene, é que o organograma possui 15 secretarias na administração direta.
Em Goiás, o governador Marconi Perillo, do PSDB, anunciou (ano passado) que até o fim de 2015 vai extinguir seis secretarias e demitir 16 mil funcionários. Ele planejou uma espécie de “fusão” de secretarias por áreas afins como forma de conter gastos.

No Mato Grosso do Sul, a estrutura é ainda mais enxuta. São apenas 14 secretarias de Estado. A diferença é que à maioria delas estão vinculadas agências, departamentos e autarquias.

São Paulo, o Estado com a economia mais forte do país, possui 25 secretarias, de acordo com o que é divulgado oficialmente no site oficial. O Paraná, o governo tem, formalmente, 17 secretarias.

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