sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Política: Léo de Brito parabeniza Senado pela aprovação do fim do financiamento empresarial de campanha


O deputado federal Leo de Brito usou a tribuna da Câmara nesta quinta-feira (3) para destacar e parabenizar o Senado pela aprovação, por 36 votos a 31, do fim do financiamento empresarial de campanhas eleitorais. A votação foi realizada na última quarta-feira (2) e o projeto foi aprovado como um complemento à proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política.
“Digo que foi uma luz de lucidez e esperança”, afirmou o deputado que aponta o financiamento empresarial de campanhas como a raiz da corrupção. “Se nós formos verificar os escândalos de corrupção que aconteceram, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo envolvendo o setor público, muitas vezes a área privada, empresarial, esteva envolvida, e na maior parte das vezes o financiamento empresarial induz a corrupção”, defendeu.

Leo disse ainda que o atual sistema gera uma sensação de insegurança e coloca sob suspeição todos os atores políticos. “Desde os governos, desde os empresários que doam para campanhas, aos candidatos que recebem dinheiro de empresas”, destacou.

Ao lembrar que o fim do financiamento empresarial de campanha não foi aprovado pela Câmara dos deputados e que deve ser votado novamente pela Casa, Leo fez um apelo. “Nós vimos que nas votações que foram feitas aqui a vitória dos que defendem o financiamento empresarial foi por uma margem muito pequena de votos. Então, estou fazendo um apelo, que essa lucidez que o Senado federal teve em relação à derrubada do financiamento empresarial de campanha retorne a essa Casa, e que a gente de uma vez por todas resolva esse problema”, afirmou.

Ele defendeu ainda outras possibilidades, como a de um financiamento misto, público e ao mesmo tempo de pessoas físicas, que podem contribuir com as campanhas eleitorais. “Para que a gente possa também reduzir o valor das campanhas eleitorais e ter uma possibilidade maior de ver mais pessoas serem eleitas. Esse é o sonho de uma democracia radical e que garanta uma representatividade de fato, e não a representatividade da força do poder econômico que muitas vezes nós temos hoje”, finalizou. 

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